Existe uma perceptível diferença entre ser uma massinha de modelar com a qual cansaram de brincar e um alguém. Um alguém pode não ser comum o suficiente para camuflar-se nas faixas de pedestre. Um alguém pode vir a falhar miseravelmente na missão de ser incomum o suficiente para imortalizar-se nas areias da ampulheta.
Em ambos os casos, além de tantos outros que trombam com as pessoas no movimentado Destino, não há escapatória. Tornar-se-á um outrem. Eu não sou um outrem, apenas tornei-me um. Subitamente, senti uma pontada de inveja das massinhas. Pelo menos, às vezes, moldam-nas. Parece, inexplicavelmente, mais fácil do que eu escolher uma cor e um formato para mim mesmo.
É, estou outrem. E você?
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